Guia para Fundadores

Como fazer um Pitch Deck para startup (estrutura e exemplos)

Um pitch deck não é uma apresentação de empresa. É um argumento de investimento estruturado em slides. A diferença parece sutil mas muda tudo: cada slide deve responder uma pergunta específica que o investidor tem na cabeça.

A estrutura dos 10 slides

Slide 1 — Propósito

Uma frase que explica o que a empresa faz. Não o produto — o impacto. Exemplo: “A Corelab transforma ideias em startups escaláveis usando tecnologia e experiência de quem já fez antes.”

Evite jargões. Se você precisa de mais de uma frase, o posicionamento ainda não está claro.

Slide 2 — Problema

Descreva o problema com dados e, se possível, com uma história real de cliente. O investidor precisa sentir a dor antes de se interessar pela solução.

  • Qual é o problema?
  • Quem sofre com ele?
  • Qual o custo atual do problema (tempo, dinheiro, frustração)?
  • Por que as soluções atuais são insuficientes?

Slide 3 — Solução

Como você resolve o problema de forma diferente e melhor. Mostre o produto — uma screenshot, um demo, um vídeo curto. Não descreva funcionalidades: mostre o valor entregue.

Slide 4 — Por que agora

O que mudou no mundo que torna esse o momento certo para essa solução existir? Mudança regulatória, nova tecnologia, comportamento de consumidor, evento de mercado. Investidores querem entender o timing.

Slide 5 — Tamanho de mercado

TAM (Total Addressable Market), SAM (Serviceable Addressable Market) e SOM (Serviceable Obtainable Market). Seja específico — mercados genéricos não convencem.

Evite: “O mercado de saúde no Brasil é de R$ 500 bilhões.” Prefira: “Existem 120 mil clínicas odontológicas no Brasil. Nosso ticket médio é R$ 200/mês. O SAM é R$ 288 milhões/ano.”

Slide 6 — Produto

Screenshots, fluxo de uso, métricas de produto. Mostre que o produto existe e que pessoas usam. Se ainda não existe, mostre o protótipo e explique o que está sendo construído.

Slide 7 — Modelo de negócio

Como você ganha dinheiro? Ticket médio, frequência de cobrança, margens esperadas. Investidores precisam entender a unidade econômica do negócio.

Slide 8 — Tração

O slide mais importante depois do time. Mostre evidências de que o mercado quer o produto: receita, usuários ativos, crescimento mês a mês, NPS, cartas de intenção, pilotos pagos.

Se você não tem tração ainda, mostre validação: entrevistas com clientes, pré-cadastros, resultados de testes de demanda.

Slide 9 — Time

Por que vocês são as pessoas certas para resolver esse problema? Experiência relevante, complementaridade entre fundadores, conquistas anteriores. Seja específico — não liste formação acadêmica genérica.

Slide 10 — Captação

Quanto você está captando, a que valuation (ou com qual instrumento — SAFE, CLA), e como o capital será usado. Seja específico: “R$ 500 mil para contratar 2 desenvolvedores e investir R$ 150 mil em marketing nos próximos 12 meses.”

Erros que eliminam startups do processo

  • Slides com muito texto: o investidor lê mais rápido do que você fala. Slides densos fazem ele parar de ouvir.
  • Projeções financeiras sem base: “Vamos faturar R$ 10 milhões em 2 anos” sem explicar como. Mostre os drivers do crescimento.
  • Não saber os números de cabeça: CAC, LTV, churn, burn rate. Se você não sabe, passa imagem de descontrole.
  • Slide de competidores vazio: dizer que não tem concorrentes é sinal de que você não conhece o mercado.
  • Deck muito longo: mais de 15 slides perde a atenção. Corte o que não é essencial.

Dois tipos de pitch deck

Você precisa de dois decks diferentes:

  • Deck para enviar por e-mail: mais completo, com texto suficiente para ser entendido sem apresentação oral. 12 a 15 slides.
  • Deck para apresentar ao vivo: mais visual, menos texto, feito para complementar sua fala. 10 a 12 slides.

Pronto para criar sua startup?

A Corelab já criou mais de 20 startups. Vamos conversar sobre a sua ideia.

Agendar conversa gratuita
← Voltar para o início·Corelab Treinamento em Informática LTDA · Londrina, PR